quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Deus me livre de um Brasil evangélico

Longe de assumir a posição do Pr. Ciro Sanches, gostaria de deixar uma palavra sobre o festival promessas. No momento em que estava sendo televisionado o evento eu estava viajando, e só tive a oportunidade de ouvir o Pregador Luo. Senti vergonha ao ver uma pessoa que se diz evangélica e pregador, usar um tão poderoso meio de comunicação para passar a mensagem evangélica e simplesmente não passar; ao contrário, passou a mensagem mercadológica atual.
Não estou falando do estilo, estou falando da letra, da mensagem pregada pelo tal pregador. Imagine uma pessoa que não conheça a Bíblia, não conheça Jesus, e essa tal pessoa vai ouvir a mensagem de um pregador e ouvi a seguinte mensagem:

Gol, gol, gol o Brasil é
Gol, gol, gol craque chuta é
Gol, gol, gol eu tô com fome de gol
Ôôôôôôôôôôôôôôôôô
Dança, balança, segura, responsa
Colosso gigante que chega e estronda...
.... Fé no time, fé no homem, fé na camisa dez
Voam alto canarinhos que também são leões
Brilham bonito, cospem fogo, queimam até dragões
Milhões e milhões sinceras orações...

            Os nomes: Deus, Jesus, Bíblia, Salvação, Pecado, Conversão, Cruz..., não foram mencionados. Tenha fé no time, tenha fé no homem, tenha fé na camisa 10 e ore por gols, foi à mensagem que o Pregador Luo passou. O evangelho pregado por Luo ensina algumas coisas importantes, sendo:

            Deve-se ter mais fé, não em Deus, mas no Santos.
            Deve-se ter mais fé no Neymar.
            Deve-se ter mais fé no Kaká, camisa 10.
            Deve-se orar insistentemente por mais gols.

            Concluída a pregação - Glória a Deus - e todos voltam para casa cheios da glória de Deus. Essa é a mensagem que comove e que traz salvação, nos paradigmas atuais. Com que mensagem a pessoa imaginada voltou para casa?


Lembro-me do meu pastor dizendo: Ronair seja prudente, você pode ser a única Bíblia que alguém possa ler. Sabendo que inúmeras pessoas adoram o Pregador Luo, não me atreverei a usar a veemência de Ciro Sanches, mas a verdade “Nua e Crua” de Ricardo Gondim: Deus me livre de um Brasil evangélico.
Deus me livre de ouvir tais pregadores. Deus me livre dessa geração hedonista, antropocêntrica e corrompida.  

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal e o Nome do Menino by Augustus Nicodemus

          "Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1:21).

          De acordo com o relato acima do Evangelho de Mateus, o nome de Jesus Cristo foi dado pelo anjo Gabriel quando anunciou seu nascimento a José, desposado com a virgem Maria.  Gabriel não somente disse que Maria estava grávida pelo Espírito Santo de Deus como orientou José a chamar o filho de "Jesus". 

          A razão para este nome, cuja raiz em hebraico significa "salvar," é que aquele menino, filho de Maria e Filho de Deus, haveria de salvar o seu povo dos seus pecados, conforme anunciou o anjo.
Não precisamos ir mais longe do que isso para entender o significado do Natal. Está tudo no nome do Menino. No nome dele, Jesus, temos a razão para seu nascimento, a sua identidade e a missão de sua vida. Em outras palavras, aquilo que o Natal realmente representa.

          A razão do seu nascimento é simplesmente esta, que somos pecadores, estamos perdidos, não podemos resolver este problema por nós mesmos e precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre das consequências passadas, presentes e futuras dos nossos erros. Deus atendeu nossa necessidade escolhendo um homem como nós para ser nosso representante e Salvador, alguém que partilhasse da nossa humanidade e fosse um de nós. Esse homem nasceu há dois mil anos naquela manjedoura da cidade de Belém, num pais remoto, lá no Antigo Oriente. E ganhou o nome de Jesus por este motivo.
Sua missão era assumir nosso lugar como nosso representante diante de Deus e sofrer todas as consequências de nossos pecados, erros, iniqüidade, desvios e desobediências. Em vez de castigar-nos com a morte eterna, como merecemos, Deus faria com que ele a experimentasse em nosso lugar, que ele experimentasse toda dor e sofrimento conseqüentes dos nossos pecados. Essa missão foi revelada logo ao nascer pelo anjo Gabriel ao recitar seu nome a José: Jesus.

          Para nos salvar de nossos pecados, ele teria de sofrer e morrer, ser sepultado, ficar sob o domínio da morte e desta forma pagar inteiramente nossa dívida para com Deus. Somente assim poderíamos ser salvos das consequências eternas de nossa desobediência. Mas, para que os benefícios de seu sofrimento e de sua morte pudessem ser transferidos a outros seres humanos, ele não poderia ter pecado ou culpa pois, senão, ao morrer, estaria simplesmente recebendo o salário do seu próprio pecado. Mas, se ele fosse inocente, sem pecado e perfeito, sua morte teria valor para os pecadores. Por este motivo, ele foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ainda virgem, Filho de Deus, sem pecado. O Salvador tinha que ser Deus e homem ao mesmo tempo.

Quando um colunista, que objeta ao nascimento sobrenatural de Jesus, escreveu recentemente em um jornal de grande circulação de São Paulo que virgens não dão à luz todos os dias, ele estava mais certo do que pensava. Esse é o único caso. Jesus é único. Deus e homem numa só pessoa. Nem antes e nem depois dele virgens engravidam sobrenaturalmente. Da mesma forma que Deus não cria mundos todos os dias, também não gera salvadores de virgens cotidianamente. Pois nos basta este.

          O famoso teólogo suíço Emil Brunner disse que todo homem tem um problema no passado, no presente e no futuro. No passado, culpa. No presente, medo. E no futuro, a morte. Jesus nos salva de todas estas consequências do pecado: nos perdoa da culpa de nossos erros passados, nos livra no presente do medo ao andar conosco e nos livrará da morte pois ressurgiu dos mortos e vive à direita de Deus. Um dia haverá de nos ressuscitar.

          É isto que o Natal representa. É por isto que os cristãos o celebram com tanta gratidão e alegria. Nasceu o Salvador. Nasceu Jesus!  Como este anúncio alegra o coração daqueles que têm culpa, sentem medo e sabem que vão morrer!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Geração de descabeçados

Estou lendo “Contos Plausíveis” de Drummond de Andrade. O conto “A volta das Cabeças” encantou-me. No conto lemos que os parlamentares funcionam sem cabeça. Quando estes decidiram recolocar suas cabeças, o governo interveio dizendo que deveriam recolocar por partes, sendo um processo gradual – que nunca que se concretizará.
No meio cristão as coisas não estão diferente. Cristãos sem cabeças é o que vemos na pós-modernidade. Franklin Ferreira afirmou que 70% dos novos formandos em teologia nunca leram toda à Bíblia. Nos ciclos neopentecostais as coisas estão ainda piores. O sincretismo envergonha o cristão cristocêntrico. Deus virou garçom, o evangelho negócio e a igreja comércio.
As músicas evangélicas – comerciais, os pregadores evangélicos – mascates - assumem seus postos. Cantam e pregam só vitória, só dinheiro e só prosperidade. Asseguram que filho de Deus não pode sofrer, não pode chorar. Sobre o céu já não se falam mais, a volta de cristo é utopia e o inferno é o seu próximo.
Após meus sermões e conversas após os cultos em que prego, fico-me se sou antissocial ou antibíblico. Nesses momentos embaraçosos, vem a minha memória as palavras do senador Magno Malta, num discurso sobre o Kit Gay:
__Declarei meu apoio a presidente Dilma, mas não negocio minha consciência.
Para o meu alívio, fico plenamente cônscio que não perdi a cabeça no meio desta “Geração de descabeçados”. 

Ronair Gama

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Natal

Muitas pessoas têm perguntado por novas postagens; porém, meu tempo tem estado bastante reduzido nestes últimos dias. Tenho muito para compartilhar e resolvi, aproveitando esta hora chuvosa em nossa quente Unaí, compartilhar algo sobre o natal.
Enquanto lia sermões de Antonio Vieira em meu quarto, minha irmã assistia turma da Mônica na sala. Ouvi quando perguntaram para Mônica:
__ O que é natal para você?
__ Natal é festa, é bolo, é papai Noel, é peru, é árvore com presentes.
Parei para pensar, colocando Vieira de lado e concluir que o natal representava muita coisa para Mônica, menos Jesus.
Lembro de uma aula de espanhol onde a professora indagou:
__O que significa Rojo e Cachorro?
__ Roxo e cachorro, respondeu um aluno com ar de prepotência.
__Não rojo é vermelho e cachorro é filhote, respondeu a professora.
__Não tem nada haver...
__Sim. Hoje vou ensinar a vocês os falsos cognatos ou amigos, parecem mais não são concluiu a profesor.
Assim tem sido nossos natais, temos Papai Noel, trenó, presentes vão e vem; até neve se vê em ambientes equatoriais. Somente a maravilhosa pessoa de Jesus é a que tem sido esquecido das estrebarias da pós-modernidade.
Igualmente nos dias em Belém da Judéia onde não tiveram espaço para o menino nascer nas casas, hoje o menino Jesus tem sido trocado por milhares de alternativas comerciais.
Minha oração é para que neste natal o menino Jesus tenha lugar em sua casa.
Que você, neste ano, troque os presentes pela comunhão, o Noel pela história de Belém, a árvore pela Bíblia, o peru pelo maná do céu.
Paz e fé.

sábado, 22 de outubro de 2011

Vagas no Reino de Deus by Ricardo Gondim


                 Chegou às minhas mãos um documento confidencial, com uma chancela em alto relevo, que diz: “Sala do Trono”. É uma circular interna do Céu que descreve o perfil das pessoas que Deus procura para encarnarem os valores do seu Reino na terra.
                     Não me perguntem quem vazou esse papel tão sigiloso; realmente desconheço sua origem. Só consigo comprovar sua autenticidade pelo conteúdo das propostas, a meu ver, coerentes com a Bíblia.
                     Transcrevo-o abaixo.
             “Procuram-se mulheres e homens que não vivam escravizados pelas mesmas obsessões que dominam as pessoas: riqueza, fama e poder. Serão dispensados aqueles que correm alucinados, sempre perguntando: ‘Que comeremos, que beberemos? Ou: com que nos vestiremos?’. Não serão recebidos currículos de quem gosta dos lugares de honra, e de posar ao lado de pessoas consideradas importantes. Nenhum entrevistado pode vangloriar-se de seus feitos. Sugere-se que seja considerado apenas o que se enleva com a grandeza das galáxias ou com a fragilidade das margaridas. O candidato pré-aprovado deve estagiar em algum deserto e será despedido sumariamente aquele que não souber ouvir a voz dos ventos mais delicados; não se extasiar com o pôr-do-sol que colore o céu de vermelho; e não se calar diante das constelações que enfeitam as noites escuras com seus diamantes.
                 Para ocupar a posição de apóstolo, só se admitirá o que abrir mão deste título; será reprovado o candidato que afirmar, em algum ponto da entrevista, que se sente honrado com a possibilidade de continuar com a missão apostólica. O entrevistado precisará revelar discrição e total desinteresse para com os louvores humanos. Não será admitido, em hipótese alguma, qualquer um que, mesmo de relance, demonstre estar cogitando um projeto próprio. Está desqualificado o que insinuar, até inconscientemente, que gosta de dinheiro. Será desprezado quem se esforçar para mostrar uma espiritualidade mais intensa que a maioria das pessoas.
                   Há grande necessidade de profeta, mas se exigirá um rigor maior no preenchimento dessa posição. O profeta será testado em sua capacidade de sentir o coração de Deus. Numa primeira avaliação, o candidato será levado a conviver com os sofrimentos mais cruciantes da humanidade. Será despedido sumariamente aquele que oferecer explicações teológicas para a dor universal. Antes, requer-se que o profeta saiba deitar seu ouvido no coração de Deus e sinta seus anseios e vibrações pela raça humana. Reprove-se o que não verter lágrimas; não soluçar com a morte desnecessária de crianças; não se indignar com a volúpia dos que acumulam fortunas, não protestar contra a indiferença dos confortáveis; e não lutar contra os preconceitos racial, cultural e de gênero.
                   O candidato a evangelista deverá preencher os seguintes critérios: 1) Amar as pessoas, mais do que seu ofício. Portanto,  é bom observar como reage ao sucesso ou ao fracasso. Será reprovado todo aquele que demonstrar extrema alegria pelo bom desempenho de alguma empreitada. Será descartado, igualmente, o que se entristecer com o baixo rendimento de seus esforços. Somente estará apto para o ofício de evangelista quem aprender a amar, mesmo quando as pessoas resistem à sua mensagem. Ser fiel é mais importante que bem sucedido. 2) Não se aceitará o orador empolado, que repita clichês, ou que maltrate o bom senso das pessoas com frases prontas. Quem fizer promessas irreais, responder ao drama humano com simplismos; se usar a mensagem do Evangelho com o intento de subornar ou coagir o amor das pessoas, será desconsiderado. 3) Terá desclassificação imediata, quem fizer convite de conversão, apelando para as emoções. A entrevista qualificatória deve terminar no instante em que se perceber que o candidato a evangelista gosta de manipular e sensibilizar as pessoas com choros e frenesis.
               Há vaga para pastor. Contudo, não se deve apressar o preenchimento dessa função. Só será admitido, candidato que já tenha caminhado extensamente com o povo. É bom que conheça todo espectro social e saiba transitar entre ricos e pobres; doentes crônicos e atletas profissionais; patrões e empregados. Como os pastores não podem viver trancados em gabinetes, é de bom alvitre que se avalie como se comporta quando prega para grandes auditórios, e como trata indivíduos. O que demonstrar maior traquejo com multidões, mas evita o contato pessoal, será repudiado. Todo pastor precisa caminhar de mãos dadas com famílias enlutadas; precisa saber esperar pela notícia de morte ao lado das ovelhas que choram no corredor da  UTI; precisa conversar pacientemente com os jovens que lutam com sua sexualidade; e precisa abraçar carinhosamente os idosos. É imprescindível que, vez por outra, chore quando oficiar casamentos.
                 Existe uma grande necessidade de mestre. Mas, para essa função, o candidato precisa apresentar seu currículo acadêmico, que será analisado de acordo com a capacidade e oportunidades de cada um. Contudo, o futuro mestre não pode valorizar exageradamente a letra a ponto de matar o espírito dos textos. Ele deve revelar disposição de defender a verdade, principalmente quando ela estiver a serviço da vida. Será desclassificado aqueles que, na defesa de suas convicções, demonstrar descaso existencial. Deve-se pedir que cada candidato escreva ressonâncias a poesias, pintura ou música; deverão ficar de fora, os que mostrarem rigor exagerado no literalismo, na análise técnica da obra. Não serve para essa função o que perde a beleza subjetiva, aquela que só se percebe com o coração. Quando o entrevistado comentar que domina um determinado assunto, ficará sob suspeição até o final da entrevista. A título de exercício, em cada argumentação do futuro mestre, é mister que haja contestação com pressupostos diferentes. Caso se mostre intolerante, ou não ceda na arrogância de seu conhecimento, será reprovado”. 

                      Surpreendi-me com integridade da  Descrição de Funções do Reino Deus! Como é fantástico que Ele continue à procura de cooperadores verdadeiros.

                   Aconselho que muitos candidatos se tranquem em seus quartos, dobrem os joelhos e se voluntariem; será uma honra verem-se incluídos para o nobilíssimo serviço de continuar o que Jesus começou.
                  Eu já me candidatei e aguardo minha aceitação. Mas, enquanto ela não chega, treino outros. Desejo que eles se tornem hábeis artesãos de uma nova história.
                  Soli Deo Gloria.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amor

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;


É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.


Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões (1524-1580)

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei.
Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá.
O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.   

1 Coríntios 13:1-8

sábado, 24 de setembro de 2011

Paulo e Daniel

Dos anos que se passam,
Dois mil e onze será misérrimo;
Nenhum assomo de sarau,
Platonicamente se verá.

Paulo grande amigo e primo Daniel,
Enlaçados pela vida eterna.
Do poento caminhão fagueiro,
Só se sobraram lutuosos epitáfios.

O acalanto dos que ainda vivem,
Rutilará do imo da eternidade.
Onde os que já se cobriram da mortalha,
E os que da mortalha se envergaram;
Celeremente se associarão.

domingo, 11 de setembro de 2011

Paz na Morte?

Você vai morrer hoje.
Que modo indigesto de começar uma postagem? Mas fiquem tranquilos, pois não serei lutuoso.
            Estive doente[1] esta semana, precisamente quinta e sexta-feira. Passei dois dias sem comer e uma noite sem dormir – perdi quilos que nunca tive. Na sexta-feira à tarde, me sentia muito fraco, igualmente a seleção de Mano Menezes[2].
            Cogitei sobre a morte nestes momentos desenxabidos. Durante essas cogitações, duas pregações vieram à mente. “A Morte” do Padre Antonio Vieira e “Você vai morrer” do Pastor Neil Barreto. Refletindo sobre essas duas pregações e revirando de dor na cama, respondi duas perguntas inferidas do contexto das pregações, sendo:  

            Você já morreu Ronair?
            Antonio Vieira afirmou na peroração de seu sermão que “só logram descanso na outra vida os que seguramente já morreram antes de morrer”.
            Respondi que sim. Fiz menção às palavras paulinas assegurando que não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim[3]. Em consonância com o sermão assegurei-me que a inveja, os cuidados do mundo, as emulações, as contingências do mundo não me dominam, nem me atraem mais.

            Você esta vivendo Ronair?
            Pastor Neil afirmou que a iminência e a inevitabilidade da morte devem nos motivar a viver com mais intensidade.
            Confessei que o sistema religioso em que fui criado, me fez perder muitas aventuras na adolescência. Todavia, uma leitura integral da Bíblia, sem os óculos do fanatismo e da religiosidade, fez-me ver Deus como um Pai Sorridente descrito por John Piper e não o espoliador do movimento anti-cristão atual.

           
            Após responder essas perguntas, orei por uns poucos minutos dizendo:
            __Eis aqui o teu servo Pai. Na vida ou na morte, quero sempre ser totalmente Teu. Mas ..., sou jovem, muitos planos ..., prefiro viver.


              
Paz e fé.


[1] Acreditando que já passou da época de responder se pastor pode ficar doente ou não, não vou me deter aqui.
[2] Aquela que não tinha o Gaúcho e da copa América.
[3] Gl 2.20

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Libertas quae sera tamem

Hoje, 7 de setembro de 2011, é comemorado o dia da Independência. Foi nesta data, no ano de 1822, que foi proclamada a Independência do Brasil, na cidade de São Paulo.
Todavia, este dia já havia sido prenunciado. O dia 21 de Abril nos faz lembrar esse doloroso processo. A inconfidência[1] mineira e o esquartejamento de Tiradentes revelam-nos o preço pago por essa “liberdade ainda que tardia”.
Com isso quero dizer que ando revoltado; já esta passando da hora de uma reforma na reforma. O sincretismo religioso, o pragmatismo cristão e as teologias anti e extra-bíblicas nos assustam.
Nos dias de Lutero se vendia indulgências, hoje se vende cura, o evangelho... Adoravam-se ossos e relíquias sagradas, hoje se adoram pastores, pastoras, cantores, cantoras...; o culto sem uma estrela gospel não tem Deus. Nos tempos de Lutero o povo não tinha acesso a Bíblia, hoje a Bíblia é insuficiente; revelações, visões e experiências tem preeminência. Se você quiser uma apreciação do auditório, diga: _Deus me revelou. A exposição das escrituras esta perdendo seu espaço nos cultos.
Não quero ir para o céu de Don Piper. Não quero as divinas revelações do céu ou do inferno, nem as bênçãos das caixas de promessa. Não quero entrar na cabana do deus desconhecido. Não posso navegar na maré dos pragmáticos.
Cedo meu pescoço para dizer:
__Cuidado com o caminho da maioria e das facilidades. Dê a preferência à Deus a todos os ídolos do mercado gospel. Pare com essa louca mania por experiência. Atenção aos frutos das árvores, não se mede espiritualidade pelos carismas.
O mais interessante é que quem denunciou os inconfidentes, coronel Joaquim Silvério dos Reis, fez isso em troca do perdão da dívida que possuia junto à Fazenda Real. Não podemos vender a verdade por um prato de lentilha. Não troquemos o eterno, pelo passageiro; a glória de Deus, pela dos homens. Liberta-te antes que seja tarde.              

            Paz e fé.

[1] Falta de Fidelidade, traição, desobediência ao soberano. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

AEIOU Da Oração

            “Uma geração que desaprendeu a orar” já dizia Caio Fábio, dolorosa e pura verdade. Estamos perdendo a essência do evangelho, entrando numa “Outra Espiritualidade”[2]. Falamos muito sobre o caminho, mas raramente o trilhamos. Falamos muito sobre Deus, mas será que o conhecemos? J. I. Packer[3] talvez dissesse não.

O desejo de Deus é que o conheçamos. Todavia, Packer afirma que “pode-se saber bastante sobre Deus sem conhecê-lo muito”. Nossa cultura e o deus deste século, tem feito milhares de cristãos tirarem seus olhares da cruz. Gente cansada de Igreja e de Deus diria Israel Belo de Azevedo[4]. Não conseguimos, na prensente atualidade, dizer igualmente Habacuque: “Te louvarei Senhor, não importa as circunstâncias”[5]. Muito menos cogitar nas palavras de Sadraque e seus amigos: “Rei! Deus pode nos livrar da fornalha, todavia, se Ele não livrar não o abandoremos, na fornalha ou fora dela somos de Deus e não adoraremos sua imagem”[6].
O que lhe aflinge? Estais sem carro? Esposo(a) endemoninhado(a)? Filho(a) nas drogas? Depressão? Crise financeira? Doença na família?
Antes de se desesperar e murmurar, pense no AEIOU da oração segundo Paulo. O apostolo assegura:

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças” Filipense 4.6

Não fique ansioso, não desespere. Ore, coloque a “bomba” na mão de Deus. Lance sobre Ele a sua ansiedade, pois Ele cuidará de você. Ore segundo a orientação de Paulo, colocando diante de Deus todas as suas necessidades com ação de graças, ou seja, adorando e louvando. O que é adorar e louvar?
Adora-se a Deus pelo que Ele é. Louva-se a Deus pelo que Ele fez ou faz. Vamos fazer o teste?

Ore adorando[7].
Deus soberano, onisciente, onipotente, onipresente. Deus que mede os céus a palmos. Deus que na conha de sua mão segura toda a água da terra. Deus do impossível. Deus que pesa todos os montes da terra em balança de precisão. Deus que conhece e chama todas as estrelas pelo nome. Deus de amor... Papai do Céu que cuida de cada um de seus filhos.

Ore louvando:
Deus que abriu o mar vermelho. Deus da minha vida. Deus que me dá saúde e o pão de cada dia. Deus que me deu uma família saudável. Deus que tem me sustentou em todas as lutas. Deus...

Agora faça sua lista de pedidos.
Tenho certeza que fazendo assim sua oração passará de um discurso monótono e ineficaz. Acredito piamente que se você declarar a grandeza de Deus, seus problemas se tornarão ínfimos diante do seu Deus.
O Deus que tem as chaves pode abrir as portas. O Deus que curou a mulher hemorrágica pode lhe curar. O Deus que fez cinco pães alimentar uma multidão cuidará de ti. O Deus que entrou na casa de Zaqueu trazendo salvação pode entrar na tua casa.

Já vivi desesperado, agora vivo esperando. Estou conhecendo o Deus que sirvo, através do AEIOU da oração.

Paz e fé.




[1] Título do livro de Eugene Peterson, publicado pela editora Mundo Cristão.
[2] Título do livro de Ed René Kivitz, publicado pela editora Mundo Cristão
[3] Observação que poderá ser aprofundada no livro “O Conhecimento de Deus”, publicado pela editora Mundo Cristão.
[4] Observação que poderá ser aprofundada no livro “Gente Cansada de Igreja”, publicado pela editora Hagnos.
[5] Habacuque 3.17,18.
[6] Esta história pode ser lida na íntegra em Daniel 3.
[7] A maioria desses - teologicamente chamados - atributos de Deus poderão ser encontrados em Isaias 43.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

POSSO PERDER, MENOS CORROMPER


Você sabe o que é perder? O Aurélio assim define este verbo: “Ser privado de (coisa que se possuía); ficar sem o domínio, a propriedade, a posse de”.
Você sabe o que é corromper?

Aprendi na faculdade e no livro “Heróis da Fé” da CPAD que houve um grande avivalista, seu nome é Jonathan Edwards. Seu magnífico sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado” me inquieta. Os teólogos reformados apontam esse pastor como o maior avivalista da América do Norte.
Esse grande avivalista perdeu em sua igreja. Após uma votação, 230 foram contra e somente 23 a favor. Ele foi chutado para fora da sua igreja em Northampton. Por defender uma teologia ortodoxa, ignorada pelo seu avô Solomon.
Calvino perdeu; João Bunyan, por 12 anos ficou preso em Bedford; a Bíblia é o livro do “perdedores”, não dos corrompidos.
           
            O sistema quer nos fazer ganhar corrompendo. Certo pastor assegurou: __ Ronair, é melhor ser um covarde vivo, a um herói morto.

            Posso perder.
            Mas nunca fui ao Banco do Brasil, Quartel da polícia, Penitenciária, SSVP, intimidar os membros a votar ao meu favor ou cair fora do meu caminho.
            Nunca aceitei o salário da iniqüidade, não me vendi naquelas reuniões nas caladas da noite. Não falsifiquei documentos ou omitir outros. Não barateei a fé. Não passei - igualmente o Sacerdote - longe do homem ferido no caminho.
            Comicamente asseguraram que a igreja tinha 130 membros, desde 60 votaram em favor da verdade e apenas 26 votaram em favor da mentira, como está registrado no Cartório. Não sei como esses 26 podem exclui a maioria. Somente com xingamentos e intimidações.
           
            Posso perder irmãos. Todavia, jamais corromperei minha idoneidade.
           
            Mas toda história tem final feliz.
      Jonathan Edwards após ser enxotado na sua igreja foi para um lugar chamado Stockbridge. “Creio que pela provi­dência de Deus ele foi enviado para lá, pois escreveu algumas das suas obras primas enquanto estava lá” assegura D.M. Lloyd-Jones. Após vários anos em Stockbridge este pastor foi presidir a atual Universidade de Princeton. De Genebra Calvino escreveu os maiores e mais preciosos tratado acerca da teologia. Na prisão Bunyan escreveu o maior clássico, o livro mais vendido após a Bíblia; li o livro “O Peregrino” e é impossivel lê-lo sem derramar lágrimas de quebrantamento.


            Que Deus abençoe e sustente seus filhos...
            Que o Senhor nos ensine perder, menos corromper.
           
Paz e fé
Ronair Gama

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

25 Centavos

 Alguns anos atrás, um pregador mudou-se para Houston, Texas/EUA. Poucos dias depois que chegou, teve que ir de ônibus de sua casa até ocentro da cidade.Quando se sentou, descobriu ter recebido 25 centavos a mais no troco pelo que pagara pela passagem. Considerando o que deveria fazer, pensou: - É melhor devolver os 25 centavos. Seria errado mantê-lo. Então ele pensou:           
            - Oh!, esquece. Apenas 25 centavos.Quem se preocuparia por quantia tão pequena? Além do mais, a empresa de ônibus já tem bastante; nunca sentirão falta. Aceite-o como um presente e fique quieto. Quando chegou ao ponto onde desceria do ônibus, parou momentaneamente na porta, então entregou a moeda ao motorista e disse: - Tome, você me deu troco a mais.
            O motorista, com um sorriso, respondeu, - Você não é o novo pregador? Eu tenho pensado sobre ir lhe ouvir. Eu queria apenas ver o que você faria se eu lhe desse troco a mais. Quando nosso amigo saiu do ônibus, agarrou-se literalmente o poste mais próximo, e disse: - Oh! meu Deus, me perdoe! Eu quase vendi seu filho por vinte e cinco centavos!.




domingo, 31 de julho de 2011

35 Razões para não Pecar by Jim Elliff

1 - Porque um pequeno pecado leva a mais pecados.

2 - Porque o meu pecado evoca a disciplina de Deus.

3 - Porque o tempo gasto no pecado é desperdiçado para sempre.

4 - Porque o meu pecado nunca agrada a Deus; pelo contrário, sempre O entristece.

5 - Porque o meu pecado coloca um fardo imenso sobre os meus líderes espirituais.

6 - Porque, no devido tempo, o meu pecado produz tristeza em meu coração.

7 - Porque estou fazendo o que não devo fazer.

8 - Porque o meu pecado sempre me torna menor do que eu poderia ser.

9 - Porque os outros, incluindo a minha família, sofrem conseqüências por causa do meu pecado.

10 - Porque o meu pecado entristece os santos.

11 - Porque o meu pecado causa regozijo nos inimigos de Deus.

12 - Porque o meu pecado me engana, fazendo-me acreditar que ganhei, quando, na realidade, eu perdi.

13 - Porque o pecado pode impedir que eu me qualifique para a liderança espiritual.

14 - Porque os supostos benefícios de meu pecado nunca superam as conseqüências da desobediência.

15 - Porque o arrepender-me do meu pecado é um processo doloroso, mas eu tenho de arrepender-me.

16 - Porque o pecado é um prazer momentâneo em troca de uma perda eterna.

17 - Porque o meu pecado pode influenciar outros a pecar.

18 - Porque o meu pecado pode impedir que outros conheçam a Cristo.

19 - Porque o pecado menospreza a cruz, sobre a qual Cristo morreu com o objetivo específico de remover o meu pecado.

20 - Porque é impossível pecar e seguir o Espírito Santo, ao mesmo tempo.

21 - Porque Deus escolheu não ouvir as orações daqueles que cedem ao pecado.

22 - Porque o pecado rouba a minha reputação e destrói o meu testemunho.

23 - Porque outros, mais sinceros do que eu, são prejudicados por causa do meu pecado.

24 - Porque todos os habitantes do céu e do inferno testemunharão sobre a tolice deste pecado.

25 - Porque a culpa e o pecado podem afligir minha mente e causar danos ao meu corpo.

26 - Porque o pecado misturado com a adoração torna insípidas as coisas de Deus.

27 - Porque o sofrer por causa do pecado não tem alegria nem recompensa, ao passo que sofrer por causa da justiça tem ambas as coisas.

28 - Porque o meu pecado constitui adultério com o mundo.

29 - Porque, embora perdoado, eu contemplarei novamente o pecado no Tribunal do Juízo, onde a perda e o ganho das recompensas eternas serão aplicados.

30 - Porque eu nunca sei por antecipação quão severa poderá ser a disciplina para o meu pecado.

31 - Porque o meu pecado pode indicar que ainda estou na condição de uma pessoa perdida.

32 - Porque pecar significa não amar a Cristo.

33 - Porque minha indisposição em rejeitar este pecado lhe dá autoridade sobre mim, mais do que estou disposto a acreditar.

34 - Porque o pecado glorifica a Deus somente quando Ele o julga e o transforma em uma coisa útil; nunca porque o pecado é digno em si mesmo.

35 - Porque eu prometi a Deus que Ele seria o Senhor de minha vida.


Renuncie seus direitos. Rejeite o pecado. Renove sua mente. Confie em Deus


Pr. Jim Elliff é o fundador e presidente da organização Christian Comunicators Worldwide (CCW). Obteve seu mestrado pelo Southwestern Baptist Theological Seminary. É membro da diretoria da FIRE (Fellowship of Independent Reformed Evangelicals) e é fundador do ministério Christ Fellowship, uma igreja constituída de congregações nos lares; é autor de vários livros, alguns deles publicados em português pela Editora Fiel. Jim é casado com Pam e o casal tem três filhos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ELE MORREU FAZENDO A COISA CERTA

Alguns versos da Bíblia são complexos, outros somente a eternidade os revelará. Pelos complexos sempre gostamos de passar apressadamente. Todavia, eles não nos deixam em paz.
            Um desses versos, pelos menos pra mim, é Hebreus 11.32. Fico me perguntando, o que Sansão está fazendo aqui? O que o homem que viveu a vida fazendo coisas erradas, está galopeando na galeria dos heróis da fé?
            A história de Sansão está registrada em Juízes 13.1-16.31. Ele nasceu de um milagre, visto que sua mãe era estéril. Possuía uma capacitação especial do Espírito. Não obstante todas essas bênçãos, Sansão viveu fazendo coisas erradas. Casou com uma “mulher proibida”. Tocou num animal morto, contrariando a lei do nazireado (Nm 6.6). Coabitou com uma prostituta, chamada Dalila. Caiu nas mãos dos inimigos filisteus e morreu como suicida.   
            Nas minhas cogitações teológicas, um camarada com o currículo vitae de Sansão, jamais deveria passar pelo livro dos Hebreus e, em particular, pelo capítulo dos heróis da fé. Todavia, se for julgar por erros e acertos, todos os demais nomes devem ser riscados. Abraão era um mentiroso renitente; Moisés era um colérico sanguinário; Davi era homicida, assassino, pior amigo – Urias que o diga -, pior pai da Bíblia; Raabe vivia rodando bolsinha nas praças de Jericó.
            Ainda não me dou por satisfeito. Continuo questionando, ele não deveria libertar Israel? Ele poderia casar com uma estrangeira? Ele tocou um animal morto? Ele morreu como suicida?
             A Bíblia não disse que Sansão deveria libertar Israel, ela assegura que ele começaria esta obra (13.5). O casamento com a mulher de Timna, bem ao contrário de ser pecado, era providência de Deus (14.4). Sansão tocou em um leão morto, mas foi o leão morto e o mel que dele saiu à fonte do enigma e da discórdia que levou Sansão matar milhares de filisteus, cumprindo o propósito de Deus para sua vida.
            Dalila foi fracasso de Sansão, igualmente Bate-Seba o de Davi; Israel incrédulo o de Moisés. Após o pecado, todo preço pago pelo erro, trabalhando como boi, tendo ambos os olhos vazados, inúmeras humilhações, Sansão morre. Os últimos momentos da vida de Sansão revelam um coração contrito e quebrantado. Deus obviamente perdoou seu servo pecador. A Bíblia finaliza a história desse juíz dizendo que ele morreu cumprindo a vontade de Deus -  matando os filisteus –, matando mais inimigos na sua morte que na sua vida. Sansão morreu fazendo o certo.

            Lição que inferir
            Apesar de todos os meus erros e falhas, prefiro morrer fazendo o certo, a ser um herói na prática do errado.


            Ronair Gama

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CONHEÇA BENNY HINN

          Infelizmente, muitos crentes, por não conhecerem toda a verdade acerca de Benny Hinn, consideram-no um verdadeiro deus. Os fatos descritos abaixo são duras realidades, mas devem ser levados em consideração por aqueles que, cegamente, têm seguido aos ensinamentos de Benny Hinn:        

            1) Ele declarou que Jesus “... assumiu a natureza de Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem participar da natureza de Deus”. Esta declaração blasfema é citada no excelente trabalho crítico de Hank Hanegraaff, Cristianismo em Crise, editado pela CPAD (p. 166).   

         2) Afirmou que o Espírito Santo lhe revelou que as mulheres foram originalmente criadas para dar à luz pelo lado. Todavia, por causa do pecado, passaram a dar à luz pela parte mais baixa de seu corpo (idem, p. 373).         

              3) Ensina que o homem é um pequeno deus. E afirmou: “Eu sou ‘um pequeno messias’ caminhando sobre a Terra” (idem, p. 119).      

         4) Afirmou que o homem, em princípio, voava da mesma forma que os pássaros. Segundo ele, Adão podia voar até à lua pela sua própria vontade: “Adão era um superser (...) costumava voar. Naturalmente, como poderia ter domínio sobre as aves, sem ser capaz de fazer o que elas fazem?” (idem, p. 128).     

            5) Hinn costuma visitar os túmulos de duas santas mulheres, Kathry Kuhlman e Aimee S. McPherson, para receber a “unção” que flui de seus ossos (idem, p. 373).                                                                                                                                  

            6) Em seu livro Good Morning, Holy Spirit (p. 56), Hinn afirma que, em uma de suas supostas conversas com o Espírito Santo, o Consolador teria implorado para que ele ficasse em sua presença: “Hinn, por favor, mais cinco minutos; apenas mais cinco minutos”.  

           7) Ele ensina que a Trindade é composta de nove pessoas, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem, cada um, espírito, alma e corpo (Cristianismo em Crise, p. 375).

        8) Ao ser criticado, disse que gostaria de ter “uma arma do Espírito” para explodir a cabeça de seus críticos. Além disso, profere palavras funestas contra aqueles que refutam suas heresias. As ameaças abaixo, extraídas do livro supracitado (p. 376), foram dirigidas ao Instituto Cristão de Pesquisas dos EUA:           

          “Agora eu estou apontando meu dedo para vocês com o tremendo poder de Deus sobre mim... Ouçam isto! Existem homens e mulheres no sul da Califórnia me atacando. É sob a unção que lhes falo agora. Vocês colherão o que estão semeando em suas próprias crianças se não pararem... E seus filhos e filhas sofrerão” (...) 
        “Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá a sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...”       

            9) Hinn concordou em tirar alguns erros do livro Good Morning, Holy Spirit (Bom Dia, Espírito Santo), depois de uma conversa com Hank Hanegraaff (presidente do ICP dos EUA), em 1990. No ano seguinte, admitiu seus erros e prometeu fazer alterações em seus escritos. Entretanto, depois de algumas semanas, retornou às suas velhas práticas (idem, p. 375).     

          10) Defendendo a teologia da prosperidade, a qual ensina que a pobreza é uma maldição, afirmou que Jó era carnal e mau (idem, p. 103), ignorando o enfático testemunho de Deus acerca de seu servo: “Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal”, Jó 1.8.          

         11) Defensor da falaciosa confissão positiva, declarou: “Nunca, jamais, em tempo algum, vão ao Senhor e digam: ‘Se for da tua vontade...’ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês”. (idem, p. 295). Hinn ignora o fato de o próprio Cristo ter ensinado e empregado tal forma de oração (Mt 6.10; 26.39).          

      Diante do exposto, é Benny Hinn um profeta de Deus? Antes de responder a essa pergunta, leia Mateus 7.15-23. Bem, agora é com você: reflita e responda, com toda sinceridade e imparcialidade, à pergunta em apreço.          

            Ciro Sanches
Zibordi