terça-feira, 31 de maio de 2011

Estou em construção - Ronair Gama


Porque te apóias em ti, se és vacilante? Lança-te nele, não temas, que ele não se apartará de ti, e tu não cairás. Lança-te com confiança, que ele te receberá e te curará.
Santo Agostinho

            Do meio das minhas agruras e frustrações. Debrucei-me sobre minha cama pra falar com Deus. Pedi força e fé. Força para caminhar e fé para não desviar do caminho da verdade. Todavia, meus pecados e minhas fraquezas se mostravam diante de mim; minhas fragilidade e incapacidades colocavam obstáculos entre Deus e minha prece. As palavras me fugiram da mente e, lembrei que o Espírito Santo poderia orar por mim. Quando abro os olhos, poucos minutos após tê-los fechados. Olhei sobre minha cama e lá estava o livro Confissões de Agostinho. As palavras acima do bispo de Hipona, marcadas por mim há anos atrás quando li o livro, fez me lembrar das palavras paulinas em Filipenses 1.6, que dizem: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”.
           
            O que aprendi?
            Aprendi que Deus não tem problemas com meus problemas, ele tem solução. O “cafetão” Abraão – na linguagem do Pr. Neil Barreto – é nosso pai da fé. O pior pai de família da Bíblia, adúltero e homicida Davi, é o homem segundo o coração de Deus. O crente mais incrédulo da Bíblia chamado Tomé, teve uma visita particular de Jesus, só para ter toda e qualquer dúvida aquiescida. O profeta omisso Jonas, não foi abandonado por Deus, mesmo depois da maior insensatez. Foi o pregador mais bem sucedido do Antigo Testamento e, mesmo assim, ficou infeliz com os frutos do seu sermão. O que falar de Sansão; Gideão; Raabe – a prostituta; Jeremias, o profeta que chamou Deus de ludibriador e tantos outros? Todos alistados como heróis da fé?

            O que decidi?
            Decidi escrever com todas as letras sem nenhum medo de equivocar: “Estou em construção, não me tire da bênção”.

            Em Cristo, sempre triunfaremos.
            Paz e Fe.
           

domingo, 29 de maio de 2011

Os amplexos dos sem-nexo: um desabafo

Há pecado até na nossa santidade, há incredulidade na nossa fé; há ódio no nosso próprio amor; há lama de serpente na mais bela flor do nosso jardim.” C.H. Spurgeon

Minha igreja amada. Não tenho o menor prazer de publicar o texto abaixo, mas o faço porque, embora triste, o mesmo é, infelizmente, verdadeiro. Que o Senhor nos ajude a abrir os olhos do nosso entendimento.

A bandidagem também se cinge de estola.
A máfia também constrói torres e põe nelas cruzes e sinos.
A pedofilia também veste camisa clerical.
A dissimulação também usa a Bíblia.
A malandragem também faz apologia da Cruz.
A hipocrisia também vai orar.
O sofisma também prega.
A sem-vergonhice também faz exegese bíblica.
A mentira também profetiza.
A tolice também discursa o Reino de Deus.
O legalismo também fala sobre Graça.
A tortuosidade também busca inspirar integridade cristã.
A dureza de coração também participa da Santa Ceia.
A insensibilidade também distribui o pão e o vinho.
O orgulho também promove Lava-Pés.
O cinismo também lidera igreja.
O autoritarismo também usa o nome santo de Deus.
O sectarismo também discursa que somos um em Cristo.
O racismo também afirma haver um só Criador.
O preconceito também celebra a Páscoa.
A falsidade também anuncia a Verdade Eterna.
A sacanagem também faz uso de púlpitos.
A indiferença também canta e dança de olhos fechados.
A canalhice também é capaz de se ajoelhar.
A cretinice também dá as mãos ao irmão ao lado.
A esperteza também ora nos montes.
A prepotência também se prostra.
A inimizade também freqüenta altares.
A truculência também impetra a bênção apostólica.
A obscuridade também vem falando de transparência.
A embromação também faz milagres.
O abuso também abraça e afaga em nome de Jesus.
A politicagem também clama e apregoa a presença do Espírito.
A raiva também diz que perdoa.
A libertinagem também fala de santificação.
A hostilidade também promove a “Festa do Amor”.
A omissão também diz entender de missão.
A injustiça também teologiza libertação.
A traição também lança mão de ósculo santo.
A ruindade também diz “Deus te abençoe”.
O assédio moral também convida para um “Pai Nosso”.
A falta de ética também cumprimenta nas portas de templos.
O maniqueísmo também diz que é ecumênico.
A intolerância também memoriza versículos.
A tortura também faz aconselhamento.
A violência doméstica também celebra casamentos.
A insensatez também ministra o batismo.
A falta de sabedoria também elabora estudos bíblicos.
A tirania também costuma desejar “A paz do Senhor!”
A imoralidade também diz “Aleluia!”
A desconfiança também levanta braços aos céus.
O ciúme também canta hinos.
A competição também entoa cânticos.
A avareza também dá ofertas.
O adultério também fala línguas estranhas.
A burrice também lê Provérbios.
A infidelidade também recita Cantares.

Enfim… a alcatéia também se faz presente no aprisco,
E o joio – ah, o joio! -, esse também tem cor e aparência de trigo…
Mas é joio de qualquer jeito!
De: Luís Wesley de Souza

“Até desesperar por já não ter mais nexo…” (VPC*)
Que o Senhor nos guarde.

                                                                             Pr Neil Barreto

sábado, 28 de maio de 2011

Vídeo - Nas palavras de Satanás

Este vídeo foi postado sob orientação da grande amiga Izabela.
Uma poetisa prendada que espero em breve postar um de seus belos poemas.

         
            Em Cristo, sempre triunfaremos.
            Paz e fé

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fome de Deus

John Piper definiu jejum como fome de Deus. Nossa maior necessidade não são das bênçãos de Deus, mas do Deus das bênçãos. Nossa alma tem fome e sede de Deus. Deus colocou a eternidade em nosso coração. Só o Deus eterno pode dar pleno significado à nossa vida e satisfazer a nossa alma. Ambos, comer e jejuar devem ser feitos para a glória de Deus (1 Co 10:31). O comer lembra-nos os dons de Deus, o jejuar lembra-nos o Deus doador. Jejum é privar-nos do pão da terra, para alimentar-nos com o pão do céu. Quando nós comemos, nós testamos o emblema do alimento celestial, o Pão da Vida. E quando nós jejuamos, nós dizemos, “Eu amo a realidade acima do emblema.”
O maior inimigo da fome de Deus não é veneno, mas uma torta de maça. Muitas vezes, o que nos priva da fome de Deus não é o veneno do mal, mas os simples prazeres da terra (Lc 8:14; Mc 4:19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” – não são necessariamente coisas más em si mesmas. Não são vícios. São dons de Deus. Essas coisas podem ser a nossa refeição básica, leitura, viagens, negócios, televisão, Internet, compras, exercícios, esportes, e casamento. Todas essas coisas boas em si mesmas podem ser mortais substitutos de Deus para a nossa alma. Coisas boas podem fazer grandes estragos em nossa vida espiritual. Bois, campos e casamento podem manter você fora do Reino dos céus (Lc 14:17-20). Nada deve se interpor no caminho do verdadeiro discipulado, nem coisas más, nem coisas boas, nem alimento, nem qualquer outra coisa.
Nosso amor por Deus é provado não apenas por palavras, mas sobretudo, pelo sacrifício. Realmente temos fome por Deus? Sentimos saudade de Deus? Ou temos começado a estar contentes apenas com os seus dons? Richard Foster diz que mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. O jejum revela a medida do domínio do alimento, da televisão, do computador, ou qualquer outra coisa sobre nós, que sempre e sempre está aplacando a nossa fome de Deus.
Quanto mais profundamente nós andamos com Cristo, mais fome de Cristo nós sentimos, mais saudade do céu nós sentimos, mais desejo da plenitude de Deus nós temos. Quanto mais jejuamos, mais sentimos o sabor do pão céu, mais desejamos o domínio do céu sobre a nossa vida na terra, mais desejamos que o Reino de Deus seja estabelecido em nosso coração. Se nós não estamos sentindo intenso desejo da manifestação da glória de Deus em nossa vida, não é porque nós já temos bebido o suficiente das fontes de Deus, mas porque estamos nos alimentando apenas das mesas do mundo. É tempo de jejuar! O jejum é o maná do céu para a nossa alma. Através dele humilhamo-nos diante do trono do Deus vivo. Através dele voltamo-nos de coração para o Senhor. Através dele somos fortalecidos com poder. Através dele podemos ver a restauração e o despertamento da nossa igreja. Através dele participamos dos banquetes de Deus e saboreamos as doces iguarias do céu!
Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Fé que anelo ter

           Meu celular toca e quando atendo o Pastor Avimacir, presidente da CRIBI, dizia que havia me mandado um e-mail importante e urgente. Era um convite para um café da manhã dos pastores batistas independente, na base da ALEM (Associação Lingüística Evangélica Missionária) na Granja do Torto.
              Na base, tive o privilégio de conhecer e conversar com pessoas que doaram suas vidas para Deus. Pessoas que se abdicaram de muitas coisas como: vida estável, profissão, cargos acadêmicos, confortos, família. Eles fizeram tudo isso para se dedicar a uma missão: Traduzir a Bíblia para povos não alcançados.
      Um exímio exemplo é o casal Alessandro e Raquel Nunes. Ele é formado em Administração, ela além de outros cursos é mestra no Curso de Lingüística e Missiologia (CLM), tradutora de mão cheia. Esse casal esta de mala pronta para Guiné-Bissau – se não me engano.
           Ganhei das mãos da Raquel um livro sobre a biografia de Cameron Towsend (1896 - 1982). Um verdadeiro desbravador. Desde a sua mocidade dedicou-se ao trabalho missionário. Fundador dos Tradutores Wycliffe e traduziu a Bíblia para o povo Cakchiquel, na Guatemala. Homem de fé que teve a honra de sentar-se à mesa oval da Casa Branca, juntamente como Presidente Richard Nixon.

            Essa é a fé que desejo ter. Não a fé que move a mão de Deus. A fé que move em direção à vontade de Deus. Não foi isso que aprendi no púlpito da minha igreja, nem nos hinos triunfalistas hodiernos. Aprendi em Hebreus 11, os heróis da fé não foram os homens que tiveram o muito de Deus; e, sim os que se entregaram sem nenhuma reserva à Ele.

       “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado. Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível” (Hebreus 11: 24-27).

              Em Cristo, sempre Triunfaremos.
              Paz e fé.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Meu novo livro... Aguardem

            
"Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras
sem um coração"

John Bunyan (1628-1688)

Nos Caminhos da Oração

                                              
                                                  “Seja feita a tua vontade” Mateus 6.10 NVI
                                                   “Faça-se a tua vontade” Mateus 6.10 RA

                    O evangelista Lucas afirma que os discípulos pediram a Jesus para ensiná-los a orar, igualmente João havia ensinado aos seus. Em resposta a petição dos discípulos, encontramos o mais belo paradigma de oração que encontramos no cânon sagrado, juntamente com a oração sacerdotal em João 17. Paulo é enfático em dizer que nós não sabemos orar “e da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” Romanos 8:26. Paulo não disse que os cristãos de Roma não sabiam orar e sim ‘nós’, ele mesmo está no meio dos que não sabem orar e pedir como convêm, veremos adiante que Paulo recebeu um não e nunca de Deus a respeito de uma oração. Que o Espírito Santo nos ensine e ore por nós, todavia, cabe a nós crescer um pouco no que tange a oração.

                       O que é oração?
         Oração é comunhão. “Como é raro”, disse Fenelon, “encontrar uma alma suficientemente silenciosa para ouvir a voz de Deus”. Orar é falar a Deus e tê-lo falando todos os dias conosco. É gastar tempo em comunhão com nosso Pai celestial.Certo dia o filho de cinco anos de Moody entrou no es­critório em que o pai escrevia. Não querendo ser interrompido, o Sr. Moody perguntou: “Bem, e o que é que você quer?” “Nada, papai”, respondeu o garoto, “só queria estar com o senhor”. Sentando-se no chão, ele começou a brincar quietinho. O menino só desejava a companhia do pai.G. Campbell Morgan, o grande pregador inglês, relata: “Foi esse pequeno incidente contado pelo Sr. Moody que me ajudou grandemente no sentido de compreender o verdadeiro significado da oração. Orar é estar onde Jesus está. Quando estamos na Sua presença de nada mais necessitamos para orar com sucesso”.

                   Definições de orações
                No seu precioso livro “O Lider que Deus usa” o Dr Russel P. Shedd cita as seguintes palavra de E. Stanley Jones, missionário na Índia: "A oração é a entrega à vontade de Deus e a cooperação com aquela vontade. Se eu jogo para fora do barco uma âncora para alcançar a margem, eu puxo a margem para mim ou eu puxo o meu barco para a margem? A oração não está puxando Deus para fazer a minha vontade, mas ela está acomodando a minha vontade a vontade de Deus" .

                   Em Cristo. Sempre Triunfaremos.
                   Paz e fé.

                 [Extraído do meu livro Nos Caminhos da Oração]

terça-feira, 24 de maio de 2011

Não me engana, pois eu não gosto

No dia em que um recruta havia pintando o banco do quartel. O Sargento do dia deu ordem, para que um Soldado vigiasse o banco para que ninguém assentasse na tinta fresca.
Esse Sargento foi transferido e no outro dia o novo Sargento deu continuidade na pauta de ordens do dia anterior.
Cinco anos depois estava lá. Um soldado olhando o banco. Chegando um Aspirante perguntou: _O que você faz aqui olhando esse banco? Pelo que o Soldado respondeu: _Não sei, só estou cumprindo ordens.    
 
Longe de ter a mente brilhante de Ed René Kivitz, dispus a escrever esse artigo. Ele em seu blog teceu o belíssimo artigo “Me engana que eu gosto”, falando sobre trapaças e o grau de declive que esta a igreja brasileira, com suas macumbas evangélicas e horóscopo santo. Mas deixe isso para você pensar com o Kivitz. Odeio mentira, odeio hipocrisia. Prefiro ser um carrasco a um lisonjeiro. Por favor, não me engana, pois eu não gosto.
 
O cristianismo esta num degringolamento só. Um dia desses passeando pelo you tube tive o desprazer de assistir a ‘unção do leão’, numa cantora do Diante do Trono. ‘Unção’ essa que leva ‘cristãos’ a urinar nos cantos da cidade dizendo que esta marcando território para Deus. Andar de ‘quatro’ – no meio desse mar de loucura até o português padece – no palco como um leão é fácil. Quero ver esse povo voar, na ‘unção da águia’.
Outros ‘pastores’ vendem as bênçãos de Deus. Outros vendem o evangelho, pregam a palavra exigindo cachês exorbitantes. Outros artistas vivem suas vidas dúbias cantando pra Deus e vivendo para o diabo. Sem falar de todas as bobagens dos televangelistas. Hoje entendo as sábias palavras de Mahatma Gandhi aos missionários ocidentais que foram cristianizar o oriente: Aceito seu Cristo, menos o seu cristianismo. Hoje entendo as palavras de Ricardo Gondim em seu site: Deus me livre de um Brasil evangélico.

 Minha oração hoje é em favor de todos nós. Não quero que um dia no inferno, um cristão responda aos depravados que lá estarão:
__Não sei o que estou fazendo aqui. Só estou obedecendo ordens.
 
Em Cristo, Sempre Triunfaremos.
Paz e fé.

Estou construindo ou destruindo?

                                                 Pr Donato, Irmã Lindaura e eu