domingo, 31 de julho de 2011

35 Razões para não Pecar by Jim Elliff

1 - Porque um pequeno pecado leva a mais pecados.

2 - Porque o meu pecado evoca a disciplina de Deus.

3 - Porque o tempo gasto no pecado é desperdiçado para sempre.

4 - Porque o meu pecado nunca agrada a Deus; pelo contrário, sempre O entristece.

5 - Porque o meu pecado coloca um fardo imenso sobre os meus líderes espirituais.

6 - Porque, no devido tempo, o meu pecado produz tristeza em meu coração.

7 - Porque estou fazendo o que não devo fazer.

8 - Porque o meu pecado sempre me torna menor do que eu poderia ser.

9 - Porque os outros, incluindo a minha família, sofrem conseqüências por causa do meu pecado.

10 - Porque o meu pecado entristece os santos.

11 - Porque o meu pecado causa regozijo nos inimigos de Deus.

12 - Porque o meu pecado me engana, fazendo-me acreditar que ganhei, quando, na realidade, eu perdi.

13 - Porque o pecado pode impedir que eu me qualifique para a liderança espiritual.

14 - Porque os supostos benefícios de meu pecado nunca superam as conseqüências da desobediência.

15 - Porque o arrepender-me do meu pecado é um processo doloroso, mas eu tenho de arrepender-me.

16 - Porque o pecado é um prazer momentâneo em troca de uma perda eterna.

17 - Porque o meu pecado pode influenciar outros a pecar.

18 - Porque o meu pecado pode impedir que outros conheçam a Cristo.

19 - Porque o pecado menospreza a cruz, sobre a qual Cristo morreu com o objetivo específico de remover o meu pecado.

20 - Porque é impossível pecar e seguir o Espírito Santo, ao mesmo tempo.

21 - Porque Deus escolheu não ouvir as orações daqueles que cedem ao pecado.

22 - Porque o pecado rouba a minha reputação e destrói o meu testemunho.

23 - Porque outros, mais sinceros do que eu, são prejudicados por causa do meu pecado.

24 - Porque todos os habitantes do céu e do inferno testemunharão sobre a tolice deste pecado.

25 - Porque a culpa e o pecado podem afligir minha mente e causar danos ao meu corpo.

26 - Porque o pecado misturado com a adoração torna insípidas as coisas de Deus.

27 - Porque o sofrer por causa do pecado não tem alegria nem recompensa, ao passo que sofrer por causa da justiça tem ambas as coisas.

28 - Porque o meu pecado constitui adultério com o mundo.

29 - Porque, embora perdoado, eu contemplarei novamente o pecado no Tribunal do Juízo, onde a perda e o ganho das recompensas eternas serão aplicados.

30 - Porque eu nunca sei por antecipação quão severa poderá ser a disciplina para o meu pecado.

31 - Porque o meu pecado pode indicar que ainda estou na condição de uma pessoa perdida.

32 - Porque pecar significa não amar a Cristo.

33 - Porque minha indisposição em rejeitar este pecado lhe dá autoridade sobre mim, mais do que estou disposto a acreditar.

34 - Porque o pecado glorifica a Deus somente quando Ele o julga e o transforma em uma coisa útil; nunca porque o pecado é digno em si mesmo.

35 - Porque eu prometi a Deus que Ele seria o Senhor de minha vida.


Renuncie seus direitos. Rejeite o pecado. Renove sua mente. Confie em Deus


Pr. Jim Elliff é o fundador e presidente da organização Christian Comunicators Worldwide (CCW). Obteve seu mestrado pelo Southwestern Baptist Theological Seminary. É membro da diretoria da FIRE (Fellowship of Independent Reformed Evangelicals) e é fundador do ministério Christ Fellowship, uma igreja constituída de congregações nos lares; é autor de vários livros, alguns deles publicados em português pela Editora Fiel. Jim é casado com Pam e o casal tem três filhos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ELE MORREU FAZENDO A COISA CERTA

Alguns versos da Bíblia são complexos, outros somente a eternidade os revelará. Pelos complexos sempre gostamos de passar apressadamente. Todavia, eles não nos deixam em paz.
            Um desses versos, pelos menos pra mim, é Hebreus 11.32. Fico me perguntando, o que Sansão está fazendo aqui? O que o homem que viveu a vida fazendo coisas erradas, está galopeando na galeria dos heróis da fé?
            A história de Sansão está registrada em Juízes 13.1-16.31. Ele nasceu de um milagre, visto que sua mãe era estéril. Possuía uma capacitação especial do Espírito. Não obstante todas essas bênçãos, Sansão viveu fazendo coisas erradas. Casou com uma “mulher proibida”. Tocou num animal morto, contrariando a lei do nazireado (Nm 6.6). Coabitou com uma prostituta, chamada Dalila. Caiu nas mãos dos inimigos filisteus e morreu como suicida.   
            Nas minhas cogitações teológicas, um camarada com o currículo vitae de Sansão, jamais deveria passar pelo livro dos Hebreus e, em particular, pelo capítulo dos heróis da fé. Todavia, se for julgar por erros e acertos, todos os demais nomes devem ser riscados. Abraão era um mentiroso renitente; Moisés era um colérico sanguinário; Davi era homicida, assassino, pior amigo – Urias que o diga -, pior pai da Bíblia; Raabe vivia rodando bolsinha nas praças de Jericó.
            Ainda não me dou por satisfeito. Continuo questionando, ele não deveria libertar Israel? Ele poderia casar com uma estrangeira? Ele tocou um animal morto? Ele morreu como suicida?
             A Bíblia não disse que Sansão deveria libertar Israel, ela assegura que ele começaria esta obra (13.5). O casamento com a mulher de Timna, bem ao contrário de ser pecado, era providência de Deus (14.4). Sansão tocou em um leão morto, mas foi o leão morto e o mel que dele saiu à fonte do enigma e da discórdia que levou Sansão matar milhares de filisteus, cumprindo o propósito de Deus para sua vida.
            Dalila foi fracasso de Sansão, igualmente Bate-Seba o de Davi; Israel incrédulo o de Moisés. Após o pecado, todo preço pago pelo erro, trabalhando como boi, tendo ambos os olhos vazados, inúmeras humilhações, Sansão morre. Os últimos momentos da vida de Sansão revelam um coração contrito e quebrantado. Deus obviamente perdoou seu servo pecador. A Bíblia finaliza a história desse juíz dizendo que ele morreu cumprindo a vontade de Deus -  matando os filisteus –, matando mais inimigos na sua morte que na sua vida. Sansão morreu fazendo o certo.

            Lição que inferir
            Apesar de todos os meus erros e falhas, prefiro morrer fazendo o certo, a ser um herói na prática do errado.


            Ronair Gama

quarta-feira, 20 de julho de 2011

CONHEÇA BENNY HINN

          Infelizmente, muitos crentes, por não conhecerem toda a verdade acerca de Benny Hinn, consideram-no um verdadeiro deus. Os fatos descritos abaixo são duras realidades, mas devem ser levados em consideração por aqueles que, cegamente, têm seguido aos ensinamentos de Benny Hinn:        

            1) Ele declarou que Jesus “... assumiu a natureza de Satanás, para que todos quantos tinham a natureza de Satanás pudessem participar da natureza de Deus”. Esta declaração blasfema é citada no excelente trabalho crítico de Hank Hanegraaff, Cristianismo em Crise, editado pela CPAD (p. 166).   

         2) Afirmou que o Espírito Santo lhe revelou que as mulheres foram originalmente criadas para dar à luz pelo lado. Todavia, por causa do pecado, passaram a dar à luz pela parte mais baixa de seu corpo (idem, p. 373).         

              3) Ensina que o homem é um pequeno deus. E afirmou: “Eu sou ‘um pequeno messias’ caminhando sobre a Terra” (idem, p. 119).      

         4) Afirmou que o homem, em princípio, voava da mesma forma que os pássaros. Segundo ele, Adão podia voar até à lua pela sua própria vontade: “Adão era um superser (...) costumava voar. Naturalmente, como poderia ter domínio sobre as aves, sem ser capaz de fazer o que elas fazem?” (idem, p. 128).     

            5) Hinn costuma visitar os túmulos de duas santas mulheres, Kathry Kuhlman e Aimee S. McPherson, para receber a “unção” que flui de seus ossos (idem, p. 373).                                                                                                                                  

            6) Em seu livro Good Morning, Holy Spirit (p. 56), Hinn afirma que, em uma de suas supostas conversas com o Espírito Santo, o Consolador teria implorado para que ele ficasse em sua presença: “Hinn, por favor, mais cinco minutos; apenas mais cinco minutos”.  

           7) Ele ensina que a Trindade é composta de nove pessoas, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem, cada um, espírito, alma e corpo (Cristianismo em Crise, p. 375).

        8) Ao ser criticado, disse que gostaria de ter “uma arma do Espírito” para explodir a cabeça de seus críticos. Além disso, profere palavras funestas contra aqueles que refutam suas heresias. As ameaças abaixo, extraídas do livro supracitado (p. 376), foram dirigidas ao Instituto Cristão de Pesquisas dos EUA:           

          “Agora eu estou apontando meu dedo para vocês com o tremendo poder de Deus sobre mim... Ouçam isto! Existem homens e mulheres no sul da Califórnia me atacando. É sob a unção que lhes falo agora. Vocês colherão o que estão semeando em suas próprias crianças se não pararem... E seus filhos e filhas sofrerão” (...) 
        “Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá a sua mão. Não toqueis nos meus ungidos...”       

            9) Hinn concordou em tirar alguns erros do livro Good Morning, Holy Spirit (Bom Dia, Espírito Santo), depois de uma conversa com Hank Hanegraaff (presidente do ICP dos EUA), em 1990. No ano seguinte, admitiu seus erros e prometeu fazer alterações em seus escritos. Entretanto, depois de algumas semanas, retornou às suas velhas práticas (idem, p. 375).     

          10) Defendendo a teologia da prosperidade, a qual ensina que a pobreza é uma maldição, afirmou que Jó era carnal e mau (idem, p. 103), ignorando o enfático testemunho de Deus acerca de seu servo: “Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal”, Jó 1.8.          

         11) Defensor da falaciosa confissão positiva, declarou: “Nunca, jamais, em tempo algum, vão ao Senhor e digam: ‘Se for da tua vontade...’ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês”. (idem, p. 295). Hinn ignora o fato de o próprio Cristo ter ensinado e empregado tal forma de oração (Mt 6.10; 26.39).          

      Diante do exposto, é Benny Hinn um profeta de Deus? Antes de responder a essa pergunta, leia Mateus 7.15-23. Bem, agora é com você: reflita e responda, com toda sinceridade e imparcialidade, à pergunta em apreço.          

            Ciro Sanches
Zibordi

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Que tipo de pessoa você é? Um exemplo de Nick Vujicic.

          Segundo livro "O Sucesso esta em você" existem apenas dois tipos de pessoas. Somente em duas classes de pessoas está divida toda a humanidade. John Maxwell citando Ella Wilcox afirma: "Os dois tipos de pessoas na Terra que eu quero dizer são as pessoas que levantam e as que penduram".¹ Após uma leve consideração, Maxwell assegura que esses dois tipos de pessoas podem ser subdividas da seguinte forma: Pessoas que somam, pessoas que multiplicam, pessoas que subtraem e pessoas que dividem. 
         Vale apena considerar a vida de Nick Vujicic. Ele tinha todos os motivos para pendurar, viver deprimido. Não tem perna, não tem braços; ele tem todos os motivos para se entregar. Não obstante, tamanhas adversidades. Ele as encarou de frente e é uma pessoa que levanta. Com seu exemplo podemos rever nossos conceitos e tomarmos as rédeas de nossas vidas, colocando a baixa-autoestima, depressão e todas as fobias da vida, na lixeira de nossa existência. 





               ¹MAXWELL, John C. O Sucesso está em você. Rio de Janeiro (RJ): Thomas Nelson Brasil, 2009.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Concordo Sim. Não se fazem pastores como antigamente. Parte 2

Pastores que amam o reino de Deus. Há muito estou questionando o sistema. Pastores contemporâneos, não amam a obra de Deus e o Deus da obra. A Igreja Universal do Reino de Deus nos aclara esta afirmação. Lendo o nome da igreja se entende que o Reino é de Deus e a igreja faz parte desse reino, cujo rei é Deus. Mas na prática não é assim, nas entrelinhas não é assim. Os homens se utilizam da igreja e montam seus reinos, seus impérios; Deus virou um servo. Deus há muito virou servo. Determinam o que Deus pode ou não fazer; colocam-NO na parede e coitado dEle se não atender os caprichos egocêntricos dos ‘homens de Deus’. Deus virou negócio, suas bênçãos e salvação são leiloadas como no período pré-reforma.
A voz do Deus do reino pode ser ouvida: “Estou que estou à porta e bato”. ‘Igrejas’ e mais ‘igrejas’ colocaram-NO na rua. Não se fazem mais pastores que ao invés de se preocupar com sua conta bancária, cuidem dos órfãos e viúvas. Não se fazem pastores servos do reino, cada um tem o rei na barriga.
O ensino do apóstolo é: “apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto”[1]. O rebanho é de Deus e não se deve ser apascentado por força, por violência e nem por sórdida ganância. “Ser bispo significa mais trabalho do que honra. Ser pastor não nos confere uma posição sobre um pedestal, tal como ídolos diante do quais as pessoas se curvam, nem um lugar para os "boas-vida" indolentes que vivem para os prazeres da carne” diz Polidoro Virgílio[2]. O amor ao reino há muito desapareceu cada pastor bate no peito e diz: _Eis o meu rebanho.
No livro O Deus (in)visível, Philip Yancey[3] afirma que "buscar o Espírito é como procurar os óculos estan­do com eles [...] o Espírito é com mais precisão aquilo pelo qual percebe­mos, não aquilo que percebemos: é quem abre nossos olhos para destacar as realidades espirituais subjacentes". Que os pastores contemporâneos possam ler melhor as realidades espirituais do reino de Deus. Acertadamente afirma Peterson[4]: “Servimos a Deus, Deus não nos serve. Deus dá as ordens, Deus faz as estipulações para o nosso serviço; nós a cumprimos. O caminho de Deus, sempre, é usar servos”.
Não se fazem pastores que amam o reino de Deus.

Pastores de voz. João era uma “Voz” no deserto. Concordo plenamente com E. M. Bounds quando diz que “Deus leva vinte anos para formar um pregador”. Não se fazem mais pastores como antigamente; dizem que o seminário, de três ou no máximo quatro anos, faz um pastor. Esses seminários e faculdades que mais se preocupam com o reconhecimento do MEC que espiritualidade. A maioria dos pregadores não passa de ecos, pois, se prestarmos bem atenção, saberemos dizer quais os livros que andaram lendo, e notaremos que citaram muito pouco do Livro. São ecos de Billy Graham, Benny Hinn, Jimmy Swaggart, T. L. Osborn, Mike Murdock, Oral Roberts, Antonio Gilberto. Não se vêem pastores autênticos, temos míseros plagiadores. “Irmãos, nós temos equipamentos, mas não temos poder; temos ação, mas não unção; barulho, mas não avivamento. Somos dogmáticos, mas não dinâmicos!” afirma Ravenhill[5]. Faltam pastores que se matriculem na mesma escola de João e Paulo, a escola do silêncio de Deus, no deserto ou na Arábia.  Mas que após esses dias saiam com mensagens autênticas e possam dizer: “Por que eu recebi do Senhor”. Sem bravata de plagiador, mais com unção divina.


[1] I Pedro 5:2 

[2] BAXTER. Richard. Manual Pastoral de Discipulado. São Paulo (SP): Cultura Cristã, 2008.
[3] Yancey, Philip. O Deus (in)visível. São Paulo: Vida, 2001.
[4] PETERSON, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da igreja. São Paulo (SP): Mundo Cristão, 2009                          
[5] RAVENHILL, Leonard. Por que tarda o pleno avivamento. Belo horizonte (Venda Nova) (MG): Editora Betânia, 1989. 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O caminho mais fácil by Ricardo Gondim

            Seria tão mais fácil calar que expor; dissimular que enfrentar; concordar que questionar. Eu sinceramente prefiro a calma à turbulência; a alienação à contestação; a paz à tensão. Desisto. Não me entendo, não me explico. Sinto um formigão e me lanço afoito ao debate das idéias. Talvez, imagine encontrar magnanimidade, grandeza humana.
             Seria tão mais fácil não balançar o barco e navegar em águas tranqüilas (meu corretor não abre mão do trema). Concordo, não se deve corrigir o rei. Admito, não se questiona o que foi posto como absoluto. Reconheço, não se constrange a maioria.
             Seria tão mais fácil deslizar para a aposentadoria como uma unanimidade. Melhor deitar na fama do mito. Sim, a arte de forjar uma personagem não exige muito. Representar bem não é complicado. Desempenhar de acordo com as expectativas da multidão vem com poucos ensaios. Os cacoetes grudam na pele e a gente acaba cumprindo qualquer roteiro.
             Seria tão mais fácil seguir o caminho já trilhado. Não sei porquê, fui para a contramão. Sem programar, acabei remando rio acima. Fiz escolhas dolorosas. Aliei-me aos marginais. Pousei na periferia. Tropecei na fronteira do pensamento ortodoxo. Espiei por cima do muro do consenso. Acabei exilado.
             Tudo era fácil. Agora tenho que explicar-me para quem me quer bem.  Tenho que sofrer com as inquietações de quem me engolia seco. Tenho que lidar com as deserções de quem suspeitava de mim.
             Seria tão mais fácil descer a ladeira. Mas eu precisaria rachar por dentro e conviver com um impostor parecido comigo. Não tenho escolha. Obriguei-me a conviver com as minhas dificuldades. Morrerei abraçado comigo mesmo.

            
              Soli Deo Gloria.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Concordo Sim. Não se fazem pastores como antigamente. Parte 1

Pelo amor de Deus, não pensem que estou me referindo a pastores bitolados que proíbem andar de bike; tomar café e coca-cola; tocar bateria; cortar cabelo - para as mulheres; jogar futebol; fazer teologia; ler livros além da Bíblia; usar short; pregar sem gravata e paletó; assistir televisão; ir a praia; usar boné – Deus só permite chapéu... 

Pastores que não se fazem mais.

Pastores de Oração. Oração saiu de moda. Numa paródia musical: Oração é coisa do passado. Pastores hodiernos não oram, não jejuam e nem sabem o que devoção. Pastores modernos passam o dia inteiro on-line, são clientes assíduos de locadoras de filmes, assistem a todos os programas televisivos. Passam o dia todo ouvindo músicas sertanejas, contando piadas e jogando pôquer. Não se fazem pastores como Lutero, Jorge Muller, John Wesley, Charles Spurgeon e tantos outros, que antes de começar a lida do dia-a-dia, passavam horas aos pés do Pai das Luzes. Na minha modesta opinião, a melhor definição de oração é de Moody¹, ele diz: Orar é ficar perto do Pai. A história conta que o filho de Moody, com 5 anos de idade, entra no gabinete. Moody questiona: _O que você quer meu filho? Ao que o menino responde: _Nada, só quero ficar perto do Senhor.
Não se fazem pastores que amam passar o dia na presença do Pai.

Pastores piedosos: Charles Spurgeon chega a afirmar que “o mais maligno servo de satanás é o ministro infiel do evangelho”². Comumente se vê pastores vociferando dos púlpitos e reclamando a frieza espiritual da igreja. Outros dizem que a vaidade entrou na igreja e por isso o povo não ama a palavra. O problema não é o povo, o povo sempre foi e sempre será o mesmo. O que falta são pastores como os de antigamente. Pastores que, igualmente Jonathan Edwards, permaneça dias em devoção antes de assumir o púlpito. Falta fogo no altar, faltam pastores inflamados, esbraseado pelo fogo do Espírito. Não se fazem pastores como Robert Murray McCheyne, sobre este Martyn Lloyd Jones comentou: “É o comentário geral que quando aparecia no púlpito, mesmo antes de dizer uma única palavra, o povo já começava a chorar silenciosamente. Por quê? Por causa deste elemento de seriedade. Todos tinham a absoluta convicção de que ele subia no púlpito vindo da presença de Deus e trazendo uma palavra da parte de Deus para eles.
Não se fazem pastores que amam viver o que prega e pregar o que vive.

Pastores que amam a palavra: Cultos viraram show, templo é salão de festa. O povo está aprendendo a ir para igreja ter experiência com o divino – transcender e sentir, a palavra esta fora de moda. Não se fazem pastores como John Bunyan, sobre Bunyan Spurgeon afirmou: Corte-o em qualquer lugar e verá que seu sangue é cheio de Bíblia. Nos púlpitos se contam piadas, resumo de novelas mexicanas, quem está no paredão, classificação do brasileirão e como esta a lesão do irmão Kaká. Nas palavras de David Wilkerson, há falta de pão na casa do pão; Belém [casa do pão] de Judá, está sem pão. Sermão expositivo é entendido como: brigar com fugitivo. Segundo o Rev. Hernandes dias Lopes, “os pastores estão dando pedra, no lugar do pão vivo”.
Não se fazem mais pastores que tenham palavra no sangue.       



 ¹HYBELS, Bill. Ocupado Demais para Deixar de Orar. Campinas, SP: Editora United Press, 1999.
² LOPES, Hernandes Dias. Piedade e Paixão. Candeia, 2002.