Pelo amor de Deus, não pensem que estou me referindo a pastores bitolados que proíbem andar de bike; tomar café e coca-cola; tocar bateria; cortar cabelo - para as mulheres; jogar futebol; fazer teologia; ler livros além da Bíblia; usar short; pregar sem gravata e paletó; assistir televisão; ir a praia; usar boné – Deus só permite chapéu...
Pastores que não se fazem mais.
Pastores de Oração. Oração saiu de moda. Numa paródia musical: Oração é coisa do passado. Pastores hodiernos não oram, não jejuam e nem sabem o que devoção. Pastores modernos passam o dia inteiro on-line, são clientes assíduos de locadoras de filmes, assistem a todos os programas televisivos. Passam o dia todo ouvindo músicas sertanejas, contando piadas e jogando pôquer. Não se fazem pastores como Lutero, Jorge Muller, John Wesley, Charles Spurgeon e tantos outros, que antes de começar a lida do dia-a-dia, passavam horas aos pés do Pai das Luzes. Na minha modesta opinião, a melhor definição de oração é de Moody¹, ele diz: Orar é ficar perto do Pai. A história conta que o filho de Moody, com 5 anos de idade, entra no gabinete. Moody questiona: _O que você quer meu filho? Ao que o menino responde: _Nada, só quero ficar perto do Senhor.
Não se fazem pastores que amam passar o dia na presença do Pai.
Pastores piedosos: Charles Spurgeon chega a afirmar que “o mais maligno servo de satanás é o ministro infiel do evangelho”². Comumente se vê pastores vociferando dos púlpitos e reclamando a frieza espiritual da igreja. Outros dizem que a vaidade entrou na igreja e por isso o povo não ama a palavra. O problema não é o povo, o povo sempre foi e sempre será o mesmo. O que falta são pastores como os de antigamente. Pastores que, igualmente Jonathan Edwards, permaneça dias em devoção antes de assumir o púlpito. Falta fogo no altar, faltam pastores inflamados, esbraseado pelo fogo do Espírito. Não se fazem pastores como Robert Murray McCheyne, sobre este Martyn Lloyd Jones comentou: “É o comentário geral que quando aparecia no púlpito, mesmo antes de dizer uma única palavra, o povo já começava a chorar silenciosamente. Por quê? Por causa deste elemento de seriedade. Todos tinham a absoluta convicção de que ele subia no púlpito vindo da presença de Deus e trazendo uma palavra da parte de Deus para eles”.
Não se fazem pastores que amam viver o que prega e pregar o que vive.
Pastores que amam a palavra: Cultos viraram show, templo é salão de festa. O povo está aprendendo a ir para igreja ter experiência com o divino – transcender e sentir, a palavra esta fora de moda. Não se fazem pastores como John Bunyan, sobre Bunyan Spurgeon afirmou: Corte-o em qualquer lugar e verá que seu sangue é cheio de Bíblia. Nos púlpitos se contam piadas, resumo de novelas mexicanas, quem está no paredão, classificação do brasileirão e como esta a lesão do irmão Kaká. Nas palavras de David Wilkerson, há falta de pão na casa do pão; Belém [casa do pão] de Judá, está sem pão. Sermão expositivo é entendido como: brigar com fugitivo. Segundo o Rev. Hernandes dias Lopes, “os pastores estão dando pedra, no lugar do pão vivo”.
Não se fazem mais pastores que tenham palavra no sangue.
² LOPES, Hernandes Dias. Piedade e Paixão. Candeia, 2002.
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