Pastores que amam o reino de Deus. Há muito estou questionando o sistema. Pastores contemporâneos, não amam a obra de Deus e o Deus da obra. A Igreja Universal do Reino de Deus nos aclara esta afirmação. Lendo o nome da igreja se entende que o Reino é de Deus e a igreja faz parte desse reino, cujo rei é Deus. Mas na prática não é assim, nas entrelinhas não é assim. Os homens se utilizam da igreja e montam seus reinos, seus impérios; Deus virou um servo. Deus há muito virou servo. Determinam o que Deus pode ou não fazer; colocam-NO na parede e coitado dEle se não atender os caprichos egocêntricos dos ‘homens de Deus’. Deus virou negócio, suas bênçãos e salvação são leiloadas como no período pré-reforma.
A voz do Deus do reino pode ser ouvida: “Estou que estou à porta e bato”. ‘Igrejas’ e mais ‘igrejas’ colocaram-NO na rua. Não se fazem mais pastores que ao invés de se preocupar com sua conta bancária, cuidem dos órfãos e viúvas. Não se fazem pastores servos do reino, cada um tem o rei na barriga.
O ensino do apóstolo é: “apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto”[1]. O rebanho é de Deus e não se deve ser apascentado por força, por violência e nem por sórdida ganância. “Ser bispo significa mais trabalho do que honra. Ser pastor não nos confere uma posição sobre um pedestal, tal como ídolos diante do quais as pessoas se curvam, nem um lugar para os "boas-vida" indolentes que vivem para os prazeres da carne” diz Polidoro Virgílio[2]. O amor ao reino há muito desapareceu cada pastor bate no peito e diz: _Eis o meu rebanho.
No livro O Deus (in)visível, Philip Yancey[3] afirma que "buscar o Espírito é como procurar os óculos estando com eles [...] o Espírito é com mais precisão aquilo pelo qual percebemos, não aquilo que percebemos: é quem abre nossos olhos para destacar as realidades espirituais subjacentes". Que os pastores contemporâneos possam ler melhor as realidades espirituais do reino de Deus. Acertadamente afirma Peterson[4]: “Servimos a Deus, Deus não nos serve. Deus dá as ordens, Deus faz as estipulações para o nosso serviço; nós a cumprimos. O caminho de Deus, sempre, é usar servos”.
Não se fazem pastores que amam o reino de Deus.
Pastores de voz. João era uma “Voz” no deserto. Concordo plenamente com E. M. Bounds quando diz que “Deus leva vinte anos para formar um pregador”. Não se fazem mais pastores como antigamente; dizem que o seminário, de três ou no máximo quatro anos, faz um pastor. Esses seminários e faculdades que mais se preocupam com o reconhecimento do MEC que espiritualidade. A maioria dos pregadores não passa de ecos, pois, se prestarmos bem atenção, saberemos dizer quais os livros que andaram lendo, e notaremos que citaram muito pouco do Livro. São ecos de Billy Graham, Benny Hinn, Jimmy Swaggart, T. L. Osborn, Mike Murdock, Oral Roberts, Antonio Gilberto. Não se vêem pastores autênticos, temos míseros plagiadores. “Irmãos, nós temos equipamentos, mas não temos poder; temos ação, mas não unção; barulho, mas não avivamento. Somos dogmáticos, mas não dinâmicos!” afirma Ravenhill[5]. Faltam pastores que se matriculem na mesma escola de João e Paulo, a escola do silêncio de Deus, no deserto ou na Arábia. Mas que após esses dias saiam com mensagens autênticas e possam dizer: “Por que eu recebi do Senhor”. Sem bravata de plagiador, mais com unção divina.
[1] I Pedro 5:2
[2] BAXTER. Richard. Manual Pastoral de Discipulado. São Paulo (SP): Cultura Cristã, 2008.
[3] Yancey, Philip. O Deus (in)visível. São Paulo: Vida, 2001.
[4] PETERSON, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da igreja. São Paulo (SP): Mundo Cristão, 2009
[5] RAVENHILL, Leonard. Por que tarda o pleno avivamento. Belo horizonte (Venda Nova) (MG): Editora Betânia, 1989.
Concordo com esta mensagem...
ResponderExcluirQuando Deus levanta um servo para ser usado por Ele aqui na terra, vemos os outros com várias invejas, malícia, e outras demais carnalidades tentando destruir a mensagem do escolhido.
Assim, não ouvimos mais aos pastores que andavam a cavalo, de bicicleta ou até mesmo a pé para visitar o rebanho que morava distante de suas casas. Em quase todas as reuniões não se ouve os genuínos testemunhos de salvação e milagre. Por que?
Porque quase todos estão com sua casa na areia e não estão edificadas na rocha que é Cristo.
E alguns, ainda querem os milagres de Deus, mais passam o dia todo fora da presença do Altíssimo!
Precisamos da genuína mensagem dos céus.
A mensagem do Reino de Deus o qual nosso Salvador nos ordenou. A mensagem de justiça, de esperança, de salvação, de amor e de fé plena em Jesus Cristo! "Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça e todas as demais coisas vos serão acrescentadas" Mateus 6:31.